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Expedição de moto Argentina-Chile-Peru verão 2019




Resolvemos nos aventurar em mais uma viagem de moto pela América do Sul. Como a ideia era fazer uma viagem longa, e dadas as minhas restrições de não ir para Bolívia, estávamos pensando em norte da Argentina e Chile. Óbvio que o piloto quis incluir Peru nisso...


Assim, e lembrando das recomendações de minha amiga Alessandra, o destino de Trujillo no Peru foi o escolhido, afinal fiquei muito impressionada com as fotos da cidade de barro de Chan Chan. Mesmo porque já conhecemos Cusco e Machu Picchu, que são os destinos mais comuns dos motoqueiros quando vão ao Peru.


Ainda não sabíamos quais seriam os trajetos de ida e volta, quando surgiu o convite de um casal de amigos, motoqueiros como nós e excelentes companhias, para ir até Mendoza passar o réveillon e voltar, viagem de 10 dias que eles estavam programando.


Pronto! Decidimos ir até Mendoza, encaixando-nos no roteiro deles, passar o réveillon lá a quatro e depois seguir sozinhos para Chile e Peru. Fomos nós numa BMW 1200 GS ano 2008, e eles numa BMW 1200 GS Adventure do mesmo ano. Nós, por via das dúvidas, levamos um tanque extra de 5 litros no top case da motocicleta.


E assim ficou decidida a viagem, que durou 25 dias e 24 noites da seguinte forma:


Ida em dois casais:
São Paulo
Guarapuava
Posadas
Santa Cruz
Rio Cuarto
Mendoza


Continuação da ida, sozinhos:
La Serena
Antofagasta
Iquique
Nasca
Lima
Trujillo


Volta:
Lima
Huacachina
Moquegua
Tarapacá
San Pedro de Atacama
Salta
Resistencia
Vitorino
São Paulo



Programamos as paradas em função das distâncias e de opções para hospedagem, já que viajamos com todos os hotéis reservados. Os lugares escolhidos para as pausas de relax e descanso foram: Mendoza (3 noites), Trujillo (2 noites) e San Pedro de Atacama (2 noites). Diferentemente de quando fomos para a Patagônia Argentina, que ficamos 5 noites em Ushuaia, agora o roteiro era mais longo e as cidades bem menores e menos turísticas, com exceção de San Pedro. Esta já conhecíamos de outra viagem com os filhos, já ficamos com eles por 6 dias lá e fizemos todos os passeios. Mas, para quem não conhece, vale estender a parada no Atacama e ficar 5 ou 6 noites.


A seguir, para quem se interessar na aventura ou estiver pesquisando roteiros para se aventurar, faço um breve relato do diário de bordo.


Dia 1 - 26/12/18

Neste dia saímos cedo de São Paulo para dormir em Guarapuava, rodamos 615km, saindo pela Castelo Branco. Tempo bom, sem chuva e temperatura boa. Dica do dia: Abasteça no Posto Ipiranga de Capão Bonito, porque depois só um sem marca passando de Itapeva. No Paraná pagamos pedágio para as motos e são salgadinhos, mesmo que as estradas não sejam duplicadas ainda. Nosso hotel era o Kuster, bem bom! Jantamos muito bem lá. E no café da manhã, a sugestão do nosso amigo é o suco de fanta, rsrsrsrs.



Dia 2 - 27/12/18

Trecho Guarapuava a Posadas. Estrada boa, foram 670km, a fronteira em Dionísio Cerqueira é tranquilíssima. Já tínhamos as cartas verdes para as motos, fizemos no Brasil. Super rápido. Lá mesmo trocamos um pouco de pesos argentinos, para pedágio.... Tem alguns pouquíssimos até Mendoza. Chegamos cedo em Posadas (1 hora mais cedo), deu para relaxar na piscina e depois, de taxi, ir para a cidade jantar à beira rio.





Dia 3 - 28/12/18
Saímos cedo de Posadas, às 8h10min, para tentar escapar do sol forte do início da tarde. Rodamos até Santa Fé debaixo de um calor que chegou a 41 graus. E registramos a nossa primeira pane seca da viagem (nossa, porque nossos amigos estavam numa Adventure, espertinhos....). Vamos dizer que das 3 panes secas que tivemos, essa não contou de verdade: estava ainda com uma autonomia de 60km no computador de bordo (aliás, muito bom e confiável) quando passamos por um posto de abastecimento muito pouco apresentável. Pelo GPS BMW do nosso colega, existiria um posto 40km adiante. Resolvemos tocar adiante, esperando por algo melhor que desse pra esticar as pernas, ir ao toalete e beber alguma coisa. Ledo engano do GPS... o próximo posto estava a 90km! Pausa inevitável no acostamento para colocar a gasolina do tanquinho extra, enquanto nossos amigos nos esperavam em uma sombrinha meia boca de um ponto de ônibus uns quilômetros adiante. A estrada era uma reta só. Até Santa Fé foram 768km.

Ah sim, na Argentina, geralmente os postos YPF (quando tem) aceitam cartão de crédito e têm wi fi, lanchonete e banheiros limpos.






Dia 4 - 29/12/18 Hoje o percurso era curto e, a pedidos, não colocamos despertador. Saímos às 10h de Santa Fé e fomos muito bem para Rio Cuarto, onde chegamos às 15h15 min. Maior calor de novo! Abastecemos uma vez e rodamos 425km. Relax na piscina, com suco e tostadas! Jantamos no hotel mesmo, todos cansados....hahahaha.

Dia 5 - 30/12/18

Rio Cuarto a Mendoza. Pegamos sol e vento forte em San Luis, mas estava mais fresquinho, porque choveu forte à noite.
A estrada é linda até Mendoza e Potrerillos, onde ficamos hospedados, com lago e vista da cordilheira com neve eterna. Muitos vinhedos. Ficamos por três noites em uma pousada de charme super linda e novíssima, tem um ano, chamada Posada Del Blanco. No dia da chegada, o programa foi piscina, sol e jacuzzi depois de um super late lunch com salada, frios queijos e empanadas com vinho. Rodamos 542km de Rio Cuarto a Mendoza.







Dia 6 - 31/12/18

Hoje tremeu a terra de manhã cedo. Bem leve mas deu para perceber. Como dormimos com a janela da varanda aberta, eu até achei que tivesse entrado alguém ou alguma coisa embaixo da cama! Depois do super café, fomos fazer uma trilha atrás do hotel seguindo o rio Blanco. Bem lindo, tempo bom meio friozinho. Na volta, já sol quente, nada como uma piscina fria deliciosa. Descanso e relax, para esperar o ano novo. A ceia de reveillon estava muito gostosa.








Dia 7 - 01/01/19

Hoje café da manhã tarde. Daí fomos com a Hilux do Juan dono do hotel até o Vallecitos, uma montanha acima do rio Blanco onde tem uma cachoeira de degelo. Antes era uma estação de esqui. Subimos de carro até o Refugio San Bernardo, tomamos água e chocolate quente. Depois subimos um pouco a pé, com sol forte apesar de não muito calor. Na volta para o hotel, havia um brunch nos esperando. Mais piscina e jacuzzi. Relax total. Comida e vinhos bons, companhia ótima e lugar maravilhoso. Pena que as vinícolas estavam fechadas para visitação por causa do feriado. Mas tudo bem, porque estávamos aproveitando muito o lugar.




Dia 8 - 02/01/19

Depois do café da manhã, despedida dos nossos amigos. Seguimos à segunda parte da ida, só uma moto. Saímos às 9h do hotel rumo ao Chile. Passamos pelo Aconcagua (lindas vistas) e às 11h chegamos na fronteira. Baita fila, mais de 40 minutos para os trâmites. Observação: nesse Paso não nos entregaram o papel branco que equivale ao documento da moto para transitar no Chile. Somente descobrimos isso quando fomos sair para o Peru e poderíamos ter tido problema. Esquisito.... 
 
O SOAPEX (equivalente à carta verde, para o Chile) já tinhamos feito pela internet antes de viajar. Portanto, lembrar de que quando se entra no Chile, idem Peru, tem que pegar o papel para transitar com a moto - o que não acontece nos países do Mercosul, onde vale apenas o próprio documento da moto. A estrada do lado do Chile é uma Serra do Rio do Rastro muito mais amedrontadora, passando por Portillo. Lindo, mas eu só gritava de medo. Por isso, fico devendo as fotos!
Depois pegamos a Panamericana para La Serena. Super vento, óbvio que passamos por um grande parque eólico. Chegamos 19h em La Serena, praia super movimentada. Hotel na avenida da praia (Hotel Club La Serena). Jantamos num restaurante de frente para a praia, bem bom. Foram 639km.







Dia 9 - 03/01/19

Hoje saimos 8h40min de La serena e subimos a Panamericana até Antofagasta. Estrada boa mas deserta, por pouco não acabou a gasolina. Abastecemos em Copiapó quase no zero. A partir de Copiapó, a ruta Panamericana afasta do litoral e vai margeando o deserto do Atacama, que é grande demais. Pensei que fosse só lá perto da Bolívia e San Pedro.... Pegamos muito vento e friozinho na estrada. Antofagasta é bonitinha, praia de pedras. Rodamos 890km. Hotel bom e confortável com vista para o mar (Geotel Antofagasta). O programa foi ir até o centro da cidade procurar nas lojinhas um adesivo da Ruta 5 - Panamericana para colocar na moto. Missão impossível, não existe!







Dia 10 - 04/01/19

Saímos às 10 e meia do hotel porque hoje a distância foi curta, 425km de Antofagasta até Iquique.  Estrada pela costa Ruta 1. Muito boa, deserto pela direita e Pacífico à esquerda, muitas pedras, encostas e pouca praia de areia.  Todas praias desertas, no máximo uma vila de pescadores, ou mineradoras e portos de carga. Sol e tempo bom. Chegamos no hotel às16h. Fomos conhecer Humberstone de moto, super perto, 40 minutos da cidade, no entroncamento com a Ruta 5, a 53km do nosso hotel, com pedágio na ida e na volta. É uma cidade fantasma onde funcionava a oficina salitreira Humberstone até meados do século passado. 
O hotel fica numa rua peatonal perto do mar, lembra um pouco Paraty. Casa antiga com muito pinho de Riga que foi transformada em hotel. Garagem boa para a moto. Hotel Baquedano Boulevard, onde jantamos muito bem por sinal antes de passear pela rua.



Dia 11 - 05/01/19

Ida de Iquique a Arequipa, atravessando para o Peru. Rodamos 736 km, mas nisso está computado que erramos o caminho perdendo uns 20km em Tacna. A imigração na fronteira de Arica para Tacna é suuuuper lenta, demorou mais de 2 horas, sob sol escaldante. Um horror, além de que precisa preencher um formulário - declaração de passageiros - que é vendido na cidade de Arica (que nós não tínhamos obviamente, e um Chileno na fila nos deu um porque tinha sobrando. Tks!!).

De Iquique até Arica foram 310km sem abastecer. Vento a favor, diminuímos a velocidade e o consumo subiu a 21 km/l.

Depois que saímos da imigração, 5 minutos à frente, do lado esquerdo da ruta, paramos numa das tendas que estão lá para vender o seguro obrigatório SOAT (nos disseram que era mais rápido e mais barato ali do que no posto do lado direito em frente). Ali fizemos em 10 minutos o SOAT, que pagamos com pesos chilenos porque não tínhamos trocado Soles ainda. Aproveitamos para comprar (um roubo de caro) o tal formulário de declaração de passageiros para a volta e trocamos alguns pesos chilenos por pesos peruanos. Câmbio ruim, mas vai saber se teríamos algum pedágio mais prá frente.

Com toda a distância, imigração e ainda mudança de fuso (duas horas a menos no Peru) chegamos 19h no Hotel Mint em Arequipa. Cansados!! Hotel novinho, charmoso, quarto ótimo, restaurante gostoso. E silencioso para dormir bem!!!




Dia 12 - 06/01/19

Rodamos 566km hoje. Arequipa para Nazca. Foram 8 horas de viagem. A estrada cheia de curvas, precipício para o mar de um lado e montanha de areia do outro.  Asfalto ruim, vários buracos, não anda rápido.  Hotel fazenda bom (Casa Hacienda Nasca), adorei os lençois de linho. Passeamos na cidade que não tem nada. Para variar, caí na piscina para nadar e refrescar! Jantamos no hotel.  


Dia 13 - 07/01/19

Na ida para Lima, paramos no Mirador Nasca a 20km da cidade onde se pode ver algumas das linhas. Não fizemos o sobrevoo porque já conhecíamos Nasca. Mais adiante tem o Mirador de Palpa, a 70km mais ou menos. 
Rodamos 437km de Nasca a Lima, estrada melhor e sem pedágio. A partir de Ica fica pista dupla. Cruzamos com vários participantes do Rali Dakar que estavam se agrupando perto de Paracas, que este ano foi 100% no Peru.
Chegamos em Lima às 15h. 
Em Lima trocamos um pouco de Soles, para os taxis. Depois de estacionar a moto no hotel, tomar banho e colocar roupa normal, fomos de taxi  ao Museu do Ouro. Muito interessante. De lá, passeamos um pouco pelo bairro Surco e voltamos de  taxi.  Jantamos no  Astrid y Gaston, uhuuuu!! Super lindo e jantar maravilhoso!
Nosso hotel em Lima em Miraflores é um hotel butique gostoso e silencioso (Ife Boutique Hotel). Aqui, conversando com os taxistas que nos atenderam, sentimos um pouco dos efeitos da Lava-Jato. Essa é a imagem que estamos ganhando lá fora....
  

Dia 14 - 08/01/19

Chegamos em Trujillo!! Rodamos 559km. 
Foram mais de 2 horas só para sair de Lima, que se estende por 40 km ao norte.  Impressionante! A cidade é enorme e não tem transporte público por trilhos. Todos de ônibus, microônibus, aqueles mototaxis (tuc-tuc), e muitos carros. E todos malucos, dirigem buzinando freneticamente e parece que as leis de trânsito não valem por lá. Passei medo na moto!!! E calor!!!

Depois dessa saída norte caótica de Lima, a estrada até Trujillo é boa, quase toda duplicada. Mas quando entra nas cidades, como todo Peru, vira pista simples, tem farol, lombada, os mototaxis e trava o trânsito.
Em Trujillo, ficamos por duas noites no Hotel Libertador (que mudou de nome para Costa do Sol) lindo e imponente, bem na Praça de Armas. Super quarto e delícia de piscina. Gostei do hotel, indicação da Alessandra.




Dia 15 - 09/01/19

Fizemos um tour para visitar as Huacas del sol y la luna pela manhã e Chan Chan à tarde.  
Espetáculo!!! Maior cidade de terra do mundo. Muito bem preservada. E claro, um calor daqueles... Nada de moto hoje!

Depois, piscina e jantar delicioso no hotel.




















Dia 16 - 10/01/19

Início da volta.

Foram 557km até Lima. Um horror de novo para entrar pelo norte em Lima, 2 horas até chegar em Miraflores.... O trânsito pelo jeito não depende de horário nem de dia da semana, é constante! Ficamos no mesmo hotel da ida.

Hoje houve uma confusão com nossa reserva para o restaurante El Mercado (que só abre para almoço e a moça nos falou que a reserva era para jantar), e acabamos jantando num restaurante desconhecido. Mas Ok, desculpa para voltar.




Dia 17 - 11/01/19

Saímos às 9h de Lima, foi super rápido. Para o sul não tem muito trânsito, em meia hora estávamos na Panamericana. Depois de 288 km de estrada boa, chegamos bem cedo em Huacachina, uma vila de Ica que é destino de turistas do mundo todo. É um oásis no deserto, literalmente, muito bucólico. Foi dica da nossa filha, que esteve lá há três anos. Hotel legal, El Huacachineiro, colado nas dunas. Depois passeando, achei o Hosteria Suiza, bem melhor.. buá. Fomos a pé dar a volta no lago e depois subimos a duna. Subir difícil, já descer uma brincadeira.  Depois piscina relaxar. 


Dia 18 - 12/01/19

Rodamos 790km hoje, de Huacachina até Moquegua. Neste trecho, não tem problema para abastecer. Aliás, até aqui, problema nenhum com abastecimento. E todos aceitando cartão de crédito, numa boa. Pegamos muito vento a partir de Lomas. Uma parte do caminho foi pelo litoral, Ruta 1S, desde Camaná. Estrada mais nova e melhor que a Panamericana, também sem pedágio (motos não pagam pedágio no Peru) e menos movimento de caminhão. 
De volta à Panamericana, fim da tarde, baixou uma super neblina de não enxergar nada. Muito cuidado nessa hora.
Na estrada, placas humorísticas como a abaixo, no meio do deserto "Evite la deforestacion"....


No Hotel, Casa Andina Select Moquegua, um grupo em rali de motos antigas. Na foto, um Ford e a nossa GS.

Dia 19 - 13/01/19


Dia de atravessar a fronteira para o Chile e de "perder" duas horas de fuso. Por isso, ontem o trajeto foi mais longo, para que hoje não fiquemos muito tempo na estrada.
Saímos do hotel cedo, 8h40min.
Abastecemos pouco antes da fronteira do lado do Peru, que é mais barato.
Chegamos ao controle da fronteira às 10h45min, já com o formulário preenchido (aquele que compramos nas tendas do lado esquerdo da estrada quando entramos no Peru para fazer o SOAT). Saímos dali às 11h25 min (13h25 no Chile), até que foi rápido.
Pegamos muuito vento.
Viemos até o Gigante de Tarapacá, que fica em Huara, saindo da ruta 5 pela ruta 15, anda 15 km. Muito legal, é o maior geoglifo do mundo, e nos foi recomendado pelo Fran, nosso amigo. Imperdível esse pequeno desvio da ruta para conhecer! Nessa parada tivemos que por a gasolina do galão, tínhamos rodado 340km e nada de posto. Vento contra. Aqui também não vamos contabilizar como uma pane seca, pois pelo nosso GPS (maps.me - aplicativo para o celular) teríamos um posto Copec 25km adiante pela estrada, e que não era nosso caminho. Nós é que resolvemos "economizar" essa ida e volta por conta de gasolina, já que tínhamos o tanque extra.
Aliás, vale observar que os postos Copec são bons, têm banheiros ótimos mas nada de wi fi e pouquíssimas opções para um lanchinho.
Voltando para a ruta 5 para o sul e pouco antes de chegar no nosso hotel refugio, El Huarango, havia um posto Copec para encher o tanque. O hotel é uma propriedade ecológica rural no deserto. Bem charmoso, confortável e interessante. Os donos são mega simpáticos. E nos serviram um jantar caprichado. Segundo ela, o forte é o café da manhã. Hoje foram 548km, bem tranquilos.


Dia 20 - 14/01/19

Café da manhã no El Huarango realmente é ótimo!!  
Depois de mais fotocas, pegamos a estrada para San Pedro de Atacama. Foram 467km, e de novo sem pedágio. Na verdade, só pagamos pedágio no Chile até Antofagasta, na vinda, pela Panamericana, para entrar e sair de Iquique.
Como já conhecemos Atacama, a ideia era relaxar e passear na cidade. Ficamos por duas noites no hotel Diego de Almagro San Pedro, super bem localizado, a meia quadra da Caracoles e vizinho do posto Copec, que vive com fila. Mas como estávamos ali do lado, ficamos monitorando e abastecemos quando a fila zerou.
Piscina e jantar no Adobe, passeio pelas lojinhas.

Dia 21 - 15/01/19

Pela manhã, passeio de moto por arredores: aldeia Tulor e Vale de Marte, que as agências não fazem. Depois, mais piscina, bate papo com um casal de Florianópolis também de moto. Tínhamos agendado um tour astronômico para a noite, mas foi cancelado pela Space  Tour porque nublou o céu. Pena!!! Então, programa foi só jantar no Blanco.



Dia 22 - 16/01/19
Saímos às 7h30min em direção ao Paso de Jama. Vestimos a roupa térmica, porque sobe-se a 4100m e o frio chegou a 3 graus até Jama. Paisagens lindas, guanacos, lhamas e neve eterna. Sol. A imigração no Paso Jama foi rápida, 20min. Do lado argentino passamos por um parque com lagos e a Salina Grande. A descida da Cordilheira é também uma estrada caracol, muito linda e menos assustadora que a de Portillo!! Tirei até foto.
Sem pedágio desde San Pedro até Salta. Em Salta, pousada Finca la Vertiente.








Ah sim, e as famosas montanhas coloridas em Purmamarca. Mais um dia vencido sem chuva, rodamos 600km. Aliás, até agora, nada de chuva!!


Dia 23 - 17/01/19
De Salta para Resistencia, capital do Chaco. Pegamos muitos buracos na RN 16 do km 480 ao km 440. Depois, menos mas ainda ruim, até o km 415. 
Acabou de novo a gasolina. Aqui sim foi uma pane seca de verdade. Uma chatice esse norte da Argentina. Vários postos não aceitam cartão, pois não tem sinal de internet. Fora o calorzão de 40 graus. Mas sem chuva. Foram 827 km, chegamos bem em Resistencia, hotel executivo novinho (Niyat Urban Hotel) e jantamos bem na rua lateral do hotel, que fica bem na praça central da cidade. A moto ficou estacionada na vaga em frente ao hotel, descoberta mesmo.

Dia 24 - 18/01/19 
Dia de volta ao Brasil, pegamos chuva na estrada desde sair do hotel em Resistencia até chegar no hotel HPR (na estrada, em Vitorino, hotel novo tipo executivo). Mesmo com capa, chegamos pingando. Foram 756 km hoje, com travessia na fronteira por Dionisio Cerqueira de novo, super rápido.

Dia 25 - 19/01/19
Hoje para chegar em casa foram 857km, com estradas boas, quase sem chuva (pegamos um pouco de chuva rápida que nem molha e até alivia o calor), com o pedágio caro do Paraná. Viemos por Curitiba e depois BR 116 que agora está show até São Paulo! Ficou mesmo ótima!!!

A 20 minutos de casa, já no Taboão, do nada caiu o mundo, um temporal que nos pegou sem capa, de repente, com água até o joelho, suficiente para chegar molhadíssimos em casa. Mas sãos e salvos!!



Resumo executivo:

Total rodado: 12.962 km

Não teve pedágio no Peru, só no Chile e alguns na Argentina.
Não precisamos de adaptador de tomadas no Peru, Chile ou Argentina, o nosso era o plug de 2 pinos redondos.


Carta verde - seguro obrigatório da moto para a Argentina - fizemos do Brasil com nosso corretor de seguros e ficou mais barato fazer duas, uma para cada período na Argentina (antes e depois de Chile e Peru).

Soapex - seguro obrigatório da moto para o Chile - fizemos no Brasil pela internet (https://www.hdi.cl/venta/Index.aspx) e ficou mais barato fazer um só para o período total (antes e depois de Peru).

SOAT - seguro obrigatório da moto para o Peru - fizemos lá, passando a fronteira.

No Peru os postos são ruins, sem wi fi, sem lanche, banheiro sujo. Mas aceitam Visa sempre, Mastercard às vezes.


No Chile as coisas, em geral, são mais caras do que no Brasil, Peru igual, Argentina mais barato. Dinheiro vivo mesmo só para pagamento de pedágios, passeios no Atacama, taxis e alguns postos na Argentina. O restante todo, cartão de crédito sem problema algum.

A motocicleta não teve nem uma lâmpada queimada. Fizemos uma troca de óleo de motor no meio do caminho.

Levamos além do tanque extra, um kit de reparo de pneu, uma lâmpada do farol, um compressor de ar (do tamanho de um celular) para ligar na tomada auxiliar da motocicleta, fita adesiva multi uso e um canivete. Só usamos o tanque extra.

Encontramos vários motociclistas pelo caminho, mas nos chamou a atenção os europeus e americanos que vêm pra cá com suas motos.

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