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Visita ao Museu de Motocicletas BMW Curitiba

Fizemos um passeio gostoso e despretensioso para Curitiba saindo de São Paulo na Sexta-feira Santa cedinho, 7h30min da manhã. Grupo de 5 motos, todas BMW, com a desculpa de levar as mulheres para conhecer o museu de motos BMW em Curitiba - porque eles já conheciam de outros carnavais, obviamente.

O dia estava ótimo, céu azul e não muito quente, pelo menos de manhãzinha. A primeira grande emoção para mim foi trafegar pela primeira vez na rodovia Regis Bittencourt - BR116 - duplicada totalmente desde SP até Curitiba! Incluindo a Serra do Cafezal, aquela que meu pai (engenheiro de estradas) passou a vida lutando às voltas com projetos e licenciamentos e morreu sem ter visto a obra finalizada. Eu me lembro de ainda pequena, criança mesmo, já saber direitinho o que era EIA-RIMA, licenciamento ambiental!!!!! E essa duplicação só foi finalmente inaugurada em dezembro de 2017. Até chorei na garupa, enquanto cruzávamos pelos túneis lindos e maravilhosos (afinal, também sou engenheira e também gosto de obras), emocionada pela história familiar com essa estrada em particular e também pelo nosso país, onde tudo parece ser tão difícil e penoso de acontecer, tamanho descaso que os nossos governantes em geral mostram pelo bem da população e do país. Finalmente estava vendo a luz no fim do túnel - literalmente também.

Estrada boa, pilotos bons, dia bom, chegamos cedo em Curitiba, a tempo de tomar uma ducha no hotel (ficamos num hotel central, bem localizado, novo e confortável chamado Intercity Curitiba - que cumpriu bem o papel). Almoço rápido perto do hotel e lá fomos nós em dois carros Uber para o museu. Tudo pertinho para nós paulistanos (ops... sou gaúcha mas moro há 45 anos em São Paulo), mesmo que eles achem longe, por isso não posso opinar muito, mas por onde passei vi asfalto bom sem buraco, canteiros cuidados, calçadas limpas, uma beleza...

O museu é uma coleção particular, que está entre as 5 melhores do mundo, incluído o próprio museu da fábrica BMW em Munich. São 40 motos impecáveis e, segundo o filho do dono que gentilmente nos recebeu em pleno feriado, todas funcionando - ele e o pai dão umas voltinhas por ali com elas de vez em quando.  Várias motos pré-guerra incluindo uma linda cor de vinho que era do Vaticano!!! Algumas bastante raras, umas com side-car. E o museu, que fica ao lado da casa da família é super super bem montado, tudo muito organizado e caprichado. As visitas devem ser agendadas, eles abrem para pequenos grupos apenas. Vale a pena para aficcionados e suas mulheres companheiras...






Fim do dia, metade do grupo foi beber cerveja com o anfitrião. 

A outra metade, onde me encaixo, saiu de lá, debaixo de um temporal, de Uber para o hotel descansar e se arrumar para o jantar. Fomos na Cantina do Délio, um restaurante italiano bem gostoso e aconchegante, que fica numa rua lindinha de Curitiba, muito parecida com a Rua Normandia em São Paulo. O restaurante foi escolhido porque faz parte da Associação da Boa Lembrança, e queríamos o prato! 
Muito bom, companhia boa, fechou muito bem nosso dia.

A volta foi por outra estrada, pela Serra do Rastro da Serpente, até Apiaí e depois pegamos Raposo Tavares e Castelo para São Paulo. Tudo muito bom, tudo muito lindo não fosse a chuva que começou 15 minutos depois de sair do hotel e durou até São Paulo!!! Era uma garoa intermitente até a Castelo, quando virou um tornado constante até chegar em casa. Estávamos com uma 1200GS com malas laterais e top case, que se comporta extraordinariamente bem sob quaisquer condições meteorológicas...

Sabe as capas impermeáveis? Não são.... Chegamos quebrados da tensão pela chuva e molhados!!! Mas as roupas dentro das malas BMW, sequinhas.

Dormimos 13 horas seguidas!!!!



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