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Viagem à África do Sul



Neste último final de ano fomos à África do Sul pela primeira vez. Para dizer bem a verdade, não estava esperando grande coisa, afinal passei grande parte da vida ouvindo falar mal deles por conta do Apartheid e coisa e tal. Mas no fim tive uma surpresa muito agradável: foi uma viagem linda, com muita coisa interessante para ver e fazer, e muitas pessoas para lá de simpáticas para conhecer.
Ao contrário da maioria das pessoas, não ficamos em Sun City no Palace, mas sim no Ivory Tree Lodge, que fica ao sul da Reserva Pillanesberg. Foi uma escolha muito acertada, pois sendo um hotel menor e mais charmoso ficamos muito bem acomodados e num ambiente mais autêntico. Os safáris eram diários, as 5 da manhã (ai...) e as 5 da tarde. Vimos muitos animais de longe e de perto (vimos 4 dos Big Five), em várias situações. No segundo dia fomos ao Ukutula Park ver os filhotes de leão, que são uma gracinha. Tinha também uns outros filhotes, de tigre (que não é nativo de lá) e de cheetah, todos muito fofinhos. No outro dia fomos andar de elefante, em Sun City, perto do nosso lodge, e o passeio foi bom, mas ficamos felizes por não estar hospedados lá, pois parece uma filial de Las Vegas.
A Cidade do Cabo, que foi muito recomendada, foi o lugar que menos surpreendeu. Já estávamos esperando o que encontramos, uma cidade turística, com passeios organizados, boa estrutura de comida e estadia, praia, etc. Comprei um suricato de metal rústico numa feira de artesanato e ovos de avestruz ocos para enfeite. Esses ovos podem ser encontrados tanto lisos como entalhados com desenhos variados em qualquer loja para turistas. O Cabo da Boa Esperança é um ponto bonito, ventoso e, se não houvesse a placa assinalando o local, sem nada de muito especial. A subida na Table Mountain, o Pão de Açúcar deles, tinha uma fila quilométrica nessa época do ano. Escolhemos um horário cedinho de manhã em que havia menos gente e subimos. A vista é bonita, mas poucas vistas não são. Legal mesmo é o chá das cinco no Hotel Mount Nelson, considerado o melhor do mundo.
Saindo da Cidade do Cabo, fomos de carro para Oudtshoorn, passando por Stellenbosch e depois pegando a Garden Route. O caminho é lindo e gostaria de poder refazê-lo parando a cada pouco para conhecer melhor a região. Inúmeros vinhedos e atrações tentam o turista a todo momento. Parando no Museu dos Brinquedos e Miniaturas, um lugarzinho perdido no nada, vem o guarda (um voluntário, filho de um mestiço) correndo para abrir para nós. No fim acabou nos dando uma aula de história da África do Sul: contou como a sua família tinha sido dividida quando o Apartheid foi instituído, pois seu pai foi considerado negro e seu tio, não. A família do tio ficou com as propriedades e oportunidades (para estudar e trabalhar) e a dele com nada. Os ressentimentos dos dois lados só tiveram fim recentemente, com a nova geração que nasceu há menos de 18 anos.
Em Oudtshoorn, ficamos num lugar muito bacana chamado De Zeekoe. Cada um dos quartos tem uma decoração própria, todos lindinhos, sem televisão nem telefone(ufa!). A atmosfera é muito agradável e tranqüila. Foi uma pena ter tão pouco tempo lá, pois perdemos o passeio dos suricatos, que parecia ser bem legal. Mesmo assim, valeu: andamos de avestruz e camelo e visitamos uma caverna muitíssimo bem preparada para receber turistas. E comprei um suricato de madeira!
De lá fomos para Knysna, onde ficamos no Hotel Pezula. As instalações do Hotel são maravilhosas, os quartos enormes e muito confortáveis e a comida uma delícia. Nadamos no Oceano Indico, na praia que é muito boa. O campo de golfe pode não ser dos mais impressionantemente lindos, mas é bem cuidado e foi uma surpresa o preço baixo tanto para jogar como para aluguel de tacos e carrinho. Knysna parece interessante mas não tivemos tempo de explorar. Os adolescentes do grupo queriam pular no maior bung jump do mundo, mas estava tudo lotado, para decepção deles e alívio dos pais!
No cômputo geral, ficou a sensação de que deveríamos ter gasto menos tempo na Cidade do Cabo e mais nos outros lugares. Precisamos voltar!



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